Dança das marés
Misturemos nossos finitos
nesta dança muda de corpos,
diminuindo distâncias,
invertendo lógicas,
zombando do tempo,
que teima passar e nos lembrar
da urgência-limite dessas nossas vidas.
Misture seu finito ao meu,
alongaremos assim nossos limites,
seremos oceano.
Renove-se em mim,
desague-se,
assim como bebo de sua fonte
e dela me alimento,
cresça entre minhas margens
e corra pra longe,
seja movimento,
afaste-se da quietude que nos ronda.
Ah, meu bem,
encurte essa distância que se coloca agora,
estreite-se nestes braços que te aguardam sempre,
como desejo cíclico que se renova
com a chuva silenciosa do nosso suor.
Venha que te espero como a barca perdida nos mares,
a esperar que um vento mais forte a leve para longe.
Venha que sou essas águas paradas esperando pelo milagre das ondas,
que busca o fundo,
que mistura terra,
que arrebata vida,
que faz a quietude cessar
e se fazer movimento.

November 2nd, 2007 at 4:40 am
Gostei bastante!
Isso é ótimo:
¨Ah, meu bem,
encurte essa distância que se coloca agora,
estreite-se nestes braços que te aguardam sempre,
como desejo cíclico que se renova
com a chuva silenciosa do nosso suor.¨
abs
Jardineiros
November 11th, 2007 at 11:30 pm
“Misturemos nossos finitos
nesta dança muda de corpos,
diminuindo distâncias,
invertendo lógicas,
zombando do tempo,
que teima passar e nos lembrar
da urgência-limite dessas nossas vidas.”
*suspiros* que versos…;)
beijocas!