Singularidade

December 12, 2008 por jana

Viver é fazer de cada dia não uma repetição,
mas uma singularidade,
digna de lembrança,
digna de contadores de história,
que transformam o banal em palavras que preenchem os vazios
e alimentam a alma.

Viver é sentir o corpo pulsar
e não rejeitar a urgência dos sentidos.
É não desprezar o agora,
esperando que outros agoras venham a surgir,
prontos a serem vividos quando a coragem se apresentar ao palco.
Mas a coragem vem mesmo é de dentro,
pulsando forte e quente,
sangue-vermelho-ritmo.
Há que se rejeitar o silêncio da rotina.

A vida é feita do que nos move e do que nos adormece.
Vivemos a tensão de duas forças:
uma a querer que continuemos,
outra a querer que paremos.
Escolhi seguir em frente,
buscando o calor que me acolhe,
o que me preenche,
o que me rege e
aquilo que me alimenta e é prazer.

Os dias cinzentos, deixo-os escapar
para trás das estantes das lembranças,
para os buracos negros,
onde tudo some e lá fica.
Ah… Hoje quero mesmo os dias solares,
o corpo que desejo,
as canções que me tocam,
os planos que me impulsionam,
a pulsão que me faz seguir em frente.
Porque a vida não é repetição monótona,
a vida deve ser a sucessão de momentos singulares.

2 comentários

  1. Acauã diz:

    favoritada =]

  2. Cassia diz:

    linda demais….as vezes tenho a impressao que foi feita para mim,gostaria muito de deixar para traz os dias cinzentos,deixar as lembrancas tristes para traz,jogar tudo que me faz ficar triste em buracos negros…rsrsrsrsr masssss……

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