Não falo de amor por costume
Não falo de amor por costume,
no automático,
como quem reza oração
em que não se crê.
Falo de amor com carne e sangue,
corpo em sintonia,
com a voz grave dos olhos abertos,
desnudos,
entregues,
e descobertos.
O amor não é moeda de troca,
nem objeto de escambo.
O amor é certeza,
crua-bruta-direta,
sem contornos e sem meias palavras,
sem teatro e sem cortinas.
O amor para mim é entrega.
Nada peço em troca,
apenas a compreensão de minha doação.
Meu amor segue embalado em minha carne,
transitória, refém do tempo,
mas aquilo que emana de mim continuará,
mesmo que, um dia, eu me torne ausência.
E eu… eu não banalizo essas palavras,
que entôo como canto livre,
pássaro de asas longas.
Amor é palavra dita quando há certeza
e não suposição.
Ninguém supõe que ama.
Quem ama, ama
e é ponto final,
não reticências.
Carrego meu amor, maduro como fruta caída do pé.
Carrego meu amor como flor vermelha na lapela.
Carrego em mim esta palavra sonora,
que tem seu peso,
tem sua graça,
seu gracejo, seu encanto.
Mas não carrego dúvidas, só certezas.
Porque aprendi, na labuta dos dias,
que não se fala de amor por costume.

October 23rd, 2009 at 1:22 am
Li, e guardo em mim como um mosaico.
October 23rd, 2009 at 12:17 pm
Perfeitoooooooooo…
Visito seu blog diariamente… Um alimento a minha alma…
Costumo escrever muito sobre o amor… Só ainda n tive tempo de criar um blog p publicar grande parte desses meus devaneios poeticos…
Grande beijo e conte sempre com essa admiradora aqui…
Anna Sofia Rodrigues