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Hoje, no Brutti, “Desértico”

October 7th, 2007 by jana

Procure algo que desconhece, algo que não se conhece forma-cheiro-sabor, e terá idéia vaga da procura dele. Lasque unhas, sangre dedos, esfole carne, e terá vaga idéia da dor. Num mundo transbordando amor de boutique, ele talvez fosse o único, talvez o único mesmo que ousava mesmo, na cara, no ato, nos dentes, dizer que desconhecia essa coisa toda de amor. Do início ao fim ou reticências (…).

Hoje, no Brutti, “Desértico”.

Abraços,

Jana.

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Hoje, no Brutti, “El gigolô”

September 9th, 2007 by jana

Lá fora dois ou três caminhões. “Vai ser difícil”. O outro apenas ri, mas por dentro pragueja. “Domingo rolando aí fora e eu aqui…”. O chefe da operação balança os braços, dando o sinal para que desçam dos caminhões e dêem início ao processo. “O homem está lá dentro. Cuidado! Não deixa de ser uma situação delicada, meus caros (…).

Hoje, no Brutti, “El gigolô”

Não percam!!!

Beijos,

Jana.

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Hoje, no Brutti, “Duas fomes”

August 26th, 2007 by jana

Digo que aquele homem nasceu para satisfazer suas duas maiores fomes: por comida e por um corpo nu, carne crua, cheiro de suor. Ele comia de lamber os dedos, chegava até a chupá-los quando lhe apetecia fazê-lo. Era um homem que buscava o saciamento dessas duas fomes como quem busca um Graal. A busca parece nunca terminar, porque uma vez que a fome é desejo, ela se renova (…).

Hoje, no Brutti, “Duas fomes”.

Vai perder?

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Hoje, no Brutti, “Rodízio”

August 19th, 2007 by jana

( … ) Ele era o tipo que só é em bandos. Se era alguma coisa, não sabia. Apenas sabia que só poderia ser algo na aglomeração, no grupo, entre a matilha. Amigos de condomínio, daqueles de War no fim de semana, de bebida barata, de rodízio de mulheres. Era como um buffet. Escolhiam as mulheres no condomínio e pouco a pouco cada um sugava seu tanto até secar corpo e ilusões em medidas distintas. Ele, no entanto, caíra de tesão-ou-amor (vai saber) por uma menina do bloco B. Os amigos disseram não. “Exclusividade uma porra!”. Aquilo ficou ecoando ( … ).

Hoje, no Brutti, “Rodízio”.

Abraços,

Jana.

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Hoje, no Brutti, “O Verbo”

July 15th, 2007 by jana

“Tudo começou quando ele chegou ao trabalho e descarregou a pasta sobre a mesa. “Você está pálido, rapaz”. O chefe olhou rapidamente aquele homem jovem e franzino, bebericou mais um gole de café e se meteu novamente na sala ampla, cuidadosamente equipada e planejada por um arquiteto da moda (…)”.

Hoje, no Brutti, “O verbo”.

Passa lá!

Jana.

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Hoje, no Brutti, “O elevador”

July 8th, 2007 by jana

“Ele chega em casa. O nome não importa, sabe? Dar nome individualiza demais, e ele era apenas mais um que chegava em casa à noite, fatigado, estropiado, com os dedos latejando, depois do aperto no metrô e dos seios de uma mulher peituda roçando suas costas (ele até gostaria, se não ficasse de pau duro e se o pau dele não tivesse se encaixado perfeitamente na bunda de um rapaz invocado. Sabe como é né? Algo como brincar de Lego). Mas como dizia, o nome não importa. Ele é só mais um. É como gado no abate. Não importa se ele se chama Mimoso, o que importa é a carne que ele tem para oferecer (…)”.

Hoje, no Brutti, “O elevador”.

Vai perder?

Abraços,

Jana.

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Hoje, no Brutti, “Violetas para César”

July 1st, 2007 by jana

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(Fonte da imagem)

“Um tapete de flores aprisionadas em arcos cobria o chão. Gerente de banco, 58 anos, popular entre os clientes, entre os colegas de banco (ele sempre estava na organização dos festejos de fim de ano) e entre as mulheres. César era o tipão que enche a casa aos domingos, distribui uísque (repassar é um verbo melhor) aos convidados, fala alto, ri mais alto ainda e se atira na piscina de uma forma peculiar. Há quem diga que ele esboça uma parábola perfeita no ar antes de se chocar à água. Há quem diga que aquela última parábola desenhou o caminho da sua própria vida. No alto, ele declinou até virar ponto novamente, ponto final (…)”.

Hoje, no Brutti, “Violetas para César”.

Não percam!

Abraços,

Jana.

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Hoje, no Brutti, “O domador”

June 10th, 2007 by jana

Porque para todo aquele que sente prazer provocando a dor, existe um que sinta prazer sentindo a dor provocada.

Será?

Aguardo vocês no Brutti.

Beijo

Jana.

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Festa Nave

June 8th, 2007 by jana

Tá em Salvador? Então se mande pra Nave!!!!

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Hoje, no Brutti, “Alzira”

June 3rd, 2007 by jana

“A mãe deu a ela o nome de Alzira, por ter ouvido dizer que significava beleza. A mãe era uma esteta, perseguidora das formas simétricas e apolíneas. Uma mulher severa com o mundo que se apresentava diante dos olhos. Durante toda sua vida, homens e mulheres passaram por suas mãos. Ela extraía de cada corpo a juventude e a beleza em sua plenitude e depois desaparecia (…)”.

Hoje, no Brutti, não percam a história de Alzira.

Vejo vocês por lá.

Beijos,

Jana

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